SLMANDIC testa dispositivo odontológico que ajuda na prevenção contra o novo coronavírus

SLMANDIC testa dispositivo odontológico que ajuda na prevenção contra o novo coronavírus

É sabido que a covid-19 impactou o dia a dia de clínicas e consultórios odontológicos. Especialmente porque muitos dos procedimentos executados pelos dentistas produzem gotículas e aerossóis que podem conter micro-organismos (inclusive do Sars-CoV-2), colocando a saúde de profissionais e pacientes em risco.

Desde então, algumas técnicas foram fortemente estudadas e, até mesmo, aplicadas, na tentativa de proporcionar a máxima segurança aos tratamentos bucais em tempos de pandemia. É o caso da Barreira Individual de Biossegurança Odontológica – BIBO, que já abordamos por aqui, em outra matéria.

Sempre em busca de novas metodologias, surgiu a dissertação de mestrado “Avaliação da dispersão de bioaerossóis gerados pelo uso do equipamento Clinical Plus com ou sem o dispositivo Spray Control (CVDentus ®) em comparação com a turbina de alta rotação”, da aluna Laís Viana Canuto de Oliveira, sob orientação do Prof. Dr. Victor Montalli, e com a participação do Prof. Dr. Aguinaldo Garcez, ambos do Laboratório de Microbiologia da Faculdade São Leopoldo Mandic.

Os pesquisadores lideraram o estudo que, dessa vez, mostrou que o controlador de spray da marca CVDentus, uma pequena capa de silicone batizada de Spray Control, quando acoplada ao ultrassom, diminui em até 99,9% a dispersão de aerossol em relação à caneta de alta rotação sem ele. Já comparando o uso do  ultrassom convencional a outro envolvido com o dispositivo Spray Control, a redução na dispersão de partículas foi de até 97,8%.

“A [caneta de] alta rotação é o aparelho tradicional usado nos tratamentos dentários, porém o ultrassom piezoelétrico vem ganhando destaque devido às suas vantagens. Ele é mais conhecido por realizar profilaxia – a limpeza nos dentes –, mas com a tecnologia que criamos, associada ao nosso diamante CVD, podemos atender todas as especialidades clínicas e também a cirúrgica”, complementa Bianca Uehara Trava, da área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da CVDentus.

Ainda de acordo com ela, o dispositivo não interfere no desempenho do equipamento e das pontas, é composto por material seguro e biocompatível, e pode ser esterilizado em autoclave –  aparelho usado para a limpeza diária de equipamentos odontológicos.

Sobre a empresa

A CVDVale, de São José dos Campos (SP), é a detentora da marca CVDentus, especializada em soluções tecnológicas para cirurgiões-dentistas. Ela foi a responsável pelo desenvolvimento do dispositivo, a fim de minimizar a disseminação de gotículas e aerossóis.

Parceria que dá certo

A aproximação entre a academia e a indústria propicia um cenário bastante favorável à inovação, ao ganho de novos mercados, e à transferência de tecnologia. Por isso, a Faculdade São Leopoldo Mandic apoia essa ideia.

Mais informações em: https://revistapesquisa.fapesp.br/menos-medo-na-cadeira-do-dentista/

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