Estudo destaca potencial uso de molécula bioativa derivada da própolis em procedimentos de regeneração óssea e periodontal

Estudo destaca potencial uso de molécula bioativa derivada da própolis em procedimentos de regeneração óssea e periodontal

Um estudo realizado na Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, analisou o efeito de uma molécula bioativa derivada da própolis, denominada éster fenetil do ácido cafeico (CAPE), sobre células do tecido ósseo. O trabalho faz parte da dissertação de mestrado do aluno do curso de Periodontia Paulo Henrique Neves Santos. “Os resultados que observamos neste estudo foram muito interessantes, pois o CAPE estimulou a formação óssea, sugerindo que esta molécula apresenta potencial no tratamento de defeitos ósseos e periodontais” relata Paulo Santos.

Doenças Periodontais

As doenças periodontais, segundo explica o coordenador da pesquisa, Prof. Dr. Lucas Novaes Teixeira, exibem alta prevalência na população mundial e são divididas em dois tipos: gengivite e periodontite. A periodontite quando não tratada precocemente pode progredir e resultar na destruição dos tecidos que mantêm os dentes posicionados na cavidade bucal, incluindo o tecido ósseo. “A busca por métodos de regeneração tecidual é uma constante na Periodontia. Nos últimos anos, nota-se um desenvolvimento importante na área da Engenharia de Tecidos, bem como de biomateriais que promovam uma regeneração efetiva dos defeitos ósseos causados pela doença periodontal. Em nosso estudo in vitro com células ósseas, o CAPE exerceu um efeito estimulador no processo de formação óssea. Este efeito, associado a ação anti-inflamatória já descrita anteriormente para esta molécula, poderia tornar o processo de regeneração periodontal mais controlado e previsível. Novos estudos em modelos animais estão previstos para confirmar os achados observados neste trabalho laboratorial” comenta o Prof. Lucas Teixeira

Sobre o Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic

O Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic, em Campinas, foi constituído em janeiro de 2008, sem fins lucrativos, para realizar pesquisas científicas na área de saúde. Iniciou com pesquisas na área odontológica, expandiu para a área de saúde, além do desenvolvimento de novas tecnologias, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnico-científicos, fomento à capacitação e treinamento de pesquisadores.

Conta com Laboratórios de Cultura de Células, Microbiologia, Ensaio de Materiais, Patologia e Imunohistoquímica, Biologia Molecular e Terapia Celular, todos equipados com recursos de última geração. Até dezembro de 2018, foram 981 artigos publicados em revistas científicas indexadas em diferentes bases de dados, como PubMed e Scielo. O Laboratório de Patologia Bucal emitiu, gratuitamente, mais de 26 mil laudos de biópsias provenientes de tecidos da região, sendo 1.657 de carcinomas e 125 de outras neoplasias malignas, atendendo não só pacientes da região como de outros estados do Brasil e atualmente, recebe também material proveniente da África, especificamente de Angola.

Os recursos financeiros do Instituto e Centro de Pesquisas São Leopoldo Mandic para a realização de suas pesquisas são obtidos por meio de parcerias e convênios, contribuição de associados e em especial por fomentos obtidos pelos docentes do Centro por meio de órgãos públicos, como CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

 

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