Congresso Médico Acadêmico (COMA) reuniu profissionais e estudantes para discutir importantes temas da saúde mental

Congresso Médico Acadêmico (COMA) reuniu profissionais e estudantes para discutir importantes temas da saúde mental

Aconteceu nesta terça-feira (01/10), o Congresso Médico Acadêmico (COMA) da Faculdade São Leopoldo, em Campinas. Com o título “Os males do século”, o evento abordou diferentes temas da área da saúde mental.

A mesa de abertura do congresso teve início com a fala do Coordenador de Graduação doutor Rui de Britto Junior, que destacou a importância do congresso, e que “embora ainda esteja amadurecendo, cumpre sua meta de reunir profissionais e alunos para falar de temas muitos importantes”. Em seguida, a professora e coordenadora pedagógica, Ângela Côrrea da Silva, enfatizou a importância do congresso, em especial para aquisição de conhecimentos para “processar criticamente as informações e com o tempo ir aprimorando ideias e opiniões”.

O professor doutor Roberto Salvador destacou a importância do aprimoramento, porque a medicina está sempre em constante mudança. Por fim, a professora Renata Abdala, docente da Faculdade e integrante do NAPED, falou sobre o tema do congresso. “Esses são males de sempre, não apenas deste século, e com o aumento do uso de tecnologias, aumenta-se a incidência deles”.

Ciclo de palestras

A primeira palestra da manhã abordou os aspectos gerais do TDAH e seu tratamento. O médico Demétrio Ortega Rumi, apresentou um panorama geral do transtorno: causas, características, incidência e tratamentos. Sobre os tratamentos, destacou que por ter causas orgânicas, os estimulantes ajudam muito na diminuição dos sintomas, porém, apresentam uma série de efeitos colaterais.  “Os remédios permitem a pessoa ser o melhor que ela pode ser, mas não se pode esquecer a necessidade de mudança comportamental, e de ensino”, destacou.

 

Em seguida, o médico psiquiatra Henrique Paiva falou sobre a síndrome de burnout. Segundo o médico, a síndrome do estresse crônico associado ao trabalho, se não tratada da forma correta, pode desencadear uma depressão e levar ao suicídio, por isso, a necessidade de se reconhecer os sintomas e encaminhar o paciente para o tratamento adequado. “A frequência e duração é o que determina se o paciente sofre de estresse excessivo ou já é um caso de síndrome de burnout. Se a tristeza e o esgotamento são muito frequentes e durarem por muito tempo, é necessário encaminhar o paciente para tratamentos terapêuticos adequados”.

Uso medicinal do Canabbis

Como o Canabbis é processado para adquirir característica de medicamento e forma como age no organismo foi o tema da palestra do médico urologista, Dr. César Câmara. Segundo o médico, quanto mais se manipula a substância canabidiol, menos efeitos positivos ela tem. O médico destacou ainda que são muitas as possibilidades de uso da substância, mas a que a medicina reconhece como benéfica, como opção de tratamento para algumas doenças, é a que se enquadra na família das angiospermas. O médico trouxe, ainda, alguns casos de famílias que perceberam a melhora de diferentes casos clínicos após o uso do Canabbis, mas que precisaram entrar com pedido junto à justiça para ter o direito de uso sem ser considerado um ato infrator.

A psiquiatra Mirelle R. T. R. D’Agostino fez uma palestra sobre transtornos alimentares, mostrando as particularidades da anorexia, da bulimia e da compulsão alimentar. Segundo a médica, anorexia está diretamente ligada à punição. “O paciente intercala momentos em que consome algum tipo de alimento, com momentos em que não há consumo de alimentos”, explicou. Segundo Mirelle, é um transtorno muito comum entre as mulheres e a população LGBT. Ao falar da bulimia, a psiquiatra destacou que se trata de um transtorno mais grave, porque não há o controle do consumo de alimento, e no momento de culpa, o paciente toma laxante ou provoca o vômito como forma de expulsar aquela quantidade indesejada de comida. “O ato de provocar o vômito, por exemplo, desencadeia uma série de problemas nos dentes e no aparelho digestivo, além de desidratação”.

Segundo a médica, 50% dos casos destes dois transtornos são curados totalmente com o uso de medicamentos associados à terapia. Por fim, ao falar da compulsão alimentar, Mirelle destacou que a maioria dos casos ocorre com mulheres, e está diretamente associado à depressão, mas que tem cura; e o caminho é o mesmo: medicamentos e terapia.

Violência contra a mulher

Na parte da tarde, a mesa redonda “Violência de Gênero” reuniu especialistas em violência contra a mulher. A primeira fala foi da advogada Érica Bonfatti Poli, que abordou diferentes definições do universo da violência de gênero: o que é gênero, violência de gênero, feminicídio, as características da violência contra mulher, do estupro e por fim a violência obstetrícia. A segunda fala foi da psicóloga Carolina Fetcher, que apresentou os tipos de violência doméstica, e os respectivos índices no país: violência física (51,68%), psicológica (31,81%), moral (9,68%) e sexual (2,98%). A última fala foi do médico psiquiatra Otávio Alabarse, que abordou a violência urbana por meio do relato de casos reais de mulheres que buscaram atendimento clínico e psiquiátrico no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher. O médico destacou a importância de sempre buscar atendimento adequado, e assim, diminuir os agravos mentais e físicos deixados pela violência.

Em seguida os alunos se dividiram em cinco workshops que abordaram os seguintes temas: Crimes e psiquiatria, Transtorno por uso de substâncias lícitas ou ilícitas, Transtorno de personalidade borderline, Transtorno obsessivo-compulsivo e Transtorno espectro autista.

Galeria de fotos do evento:

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