Aluna de Iniciação Científica da SLMANDIC publica artigo em revista científica internacional

Aluna de Iniciação Científica da SLMANDIC publica artigo em revista científica internacional

Elisa Fonseca Nardini, aluna de graduação em Odontologia, da Faculdade São Leopoldo Mandic, realizou pesquisa sobre a eficácia de fitoterápicos na Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana

Para testar a eficácia de fitoterápicos na Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana, Elisa Fonseca Nardini, ex-aluna de graduação e Iniciação Científica na Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas, desenvolveu um estudo com alguns compostos já disponíveis no mercado.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Photodiagnosis and Photodynamic Therapy, por meio do artigo The potential of commercially available phytotherapeutic compounds as new photosensitizers for dental antimicrobial PDT: A photochemical and photobiological in vitrostudy. O estudo foi feito junto com outros alunos e pesquisadores do Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic e do IPEN/CNEN (Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic e do IPEN/CNEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares/Comissão Nacional de Energia Nuclear).

A Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT) é uma técnica que utiliza uma medicação que, ao ser ativada por uma fonte de luz, como um laser ou LED, promove a morte de microrganismos ou células de câncer. Em Odontologia, essa terapia promove o controle microbiológico que vai além da eliminação de patógenos, pois também evita o desenvolvimento de cepas microbianas resistentes, já que reduz o uso de medicamentos, como os antibióticos.

Porém, as substâncias comumente usadas nessa terapia, como as porfirinas, possuem um custo alto e compostos como o azul de metileno podem manchar os dentes. O estudo de fotossensibilizadores fitoterápicos de baixo custo, de fácil acesso e com menor risco de manchamento dentário é uma aposta promissora para o desenvolvimento dessa terapia.

Testes foram feitos com Curcuma longa, Citrus Lemon, Hamamelis virginiana e Hypericum perforatum e comprovaram que esses extratos podem ser usados em Odontologia como fotossensibilizadores na aPDT, combatendo bactérias. “E, quando usados na concentração correta, esses fitoterápicos ainda ofereceram baixo risco de toxicidade e coloração dos dentes”, afirma Elisa, que concluiu a graduação na SLMANDIC em 2018.

Segundo o orientador da pesquisa, Dr. Aguinaldo Silva Garcez Segundo, professor e pesquisador da Faculdade São Leopoldo Mandic e do Instituto de Pesquisas da Instituição, nos experimentos realizados, o hamamelis e o hipericum, quando associados ao LED azul, alcançaram uma redução bacteriana de até 99,99%.

A luz tem sido usada como agente antimicrobiano desde a antiguidade. “Na Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana, fotossensibilizadores – moléculas capazes de reagir com a luz – são irradiados por uma fonte de luz (laser ou LED) para reagirem com o oxigênio e produzirem radicais livres (espécies reativas de oxigênio), capazes de causar danos irreversíveis a microrganismos, destruindo bactérias”, explica a cirurgiã-dentista.

A aPDT é eficaz contra diferentes classes de microrganismos, inclusive bactérias resistentes, e pode tratar cáries, doenças periodontais, candidíase e infecções endodônticas. E muitos estudos in vitro e in vivo já constataram que ela trata com sucesso infecções microbianas localizadas. “Por esse motivo, a técnica tem sido muito utilizada na Dermatologia e Odontologia, áreas que costumam tratar infecções mais localizadas e superficiais nos tecidos”, diz Elisa.

No entanto, os fotossensibilizadores mais utilizados hoje são corantes, como o azul de metileno, azul de toluidina, rosa de bengala, azuleno, eritrosina e malaquita verde, que causam efeitos colaterais e possuem limitações. No caso da aplicação em Odontologia, a principal limitação é a coloração dos dentes.

Por isso, os estudos sobre novos fotossensibilizadores, como o desenvolvido no Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic, são tão importantes e necessários, principalmente para melhorar os resultados do trabalho dos cirurgiões-dentistas.

Além disso, o uso excessivo de antibióticos e o consequente surgimento de bactérias multirresistentes têm despertado, nos últimos anos, o interesse da indústria farmacêutica para terapias alternativas como a aPDT.

O artigo The potential of commercially available phytotherapeutic compounds as new photosensitizers for dental antimicrobial PDT: a photochemical and photobiological in vitro study (doi.org/10.1016/j.pdpdt.2019.05.027) foi escrito por Elisa F. Nardini, Thiago S. Almeida Tania M. Yoshimura, Martha S. Ribeiro, Rielson J. Cardoso, Dr. Aguinaldo S. Garcez  e está publicado em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1572100018303685?via%3Dihub.

Sobre o Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic

O Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic, em Campinas, foi constituído em janeiro de 2008, sem fins lucrativos, para realizar pesquisas científicas na área de saúde. Iniciou com pesquisas na área odontológica, expandiu para a área de saúde, além do desenvolvimento de novas tecnologias, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnico-científicos, fomento à capacitação e treinamento de pesquisadores.

Conta com laboratórios de Cultura de Células, Microbiologia, Ensaio de Materiais, Patologia e Imuno-histoquímica, Biologia Molecular e Terapia Celular, todos equipados com recursos de última geração. Até dezembro de 2018, foram 981 artigos publicados em revistas científicas indexadas em diferentes bases de dados, como PubMed e Scielo. E o Laboratório de Patologia emitiu, gratuitamente, mais de 24 mil laudos de biópsias provenientes de tecidos da região da cabeça e pescoço, sendo 1.542 de carcinomas e 125 de neoplasias malignas.

Os recursos financeiros do Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic são obtidos por meio de parcerias e convênios, financiamentos de órgãos públicos, contribuição de associados e terceiros e recebimento de patentes. Dentre os principais parceiros, destacam-se CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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